DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E DA ECOLOGIA – 05 DE JUNHO 2013

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Hoje 05 de Junho de 2013 é o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. Mais uma data importante, mas pouco divulgada e que geralmente passa em branco, mas não para nós aventureiros, amantes e defensores da natureza.
Essa data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1972 e marcou a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
O Brasil entrou nessa “onda” um ano depois com um trabalho de preservação ambiental feito pela Secretária Especial do Meio Ambiente, que mostrava ao povo suas responsabilidades individuais com a natureza. Mas, pelo o que se vê hoje, aquela tarefa não foi bem aplicada e muito menos concluída.

No planeta existem cerca de 2 bilhões de espécies, de todas elas nós causamos os maiores impactos neste  planeta, por isso, é nossa responsabilidade cuidar muito mais deste lugar do que cuidamos atualmente. Precisamos compensar o que fazemos, pois já somos 7 bilhões de pessoas no mundo, uma espécie que sozinha consome em um ano, 150 milhões de toneladas de peixes, 60 milhões de toneladas de carne de vaca, 250 milhões de toneladas de soja e 700 bilhões de litros de leite.
 Além desse consumo exorbitante, segundo o IBGE, só no Brasil produzimos 230 mil toneladas de lixo por dia, isso mesmo por dia, o suficiente para encher o estádio do Maracanã inteiro em apenas 24 horas.

Superpopulação - um exemplo o metrô da Sé em São Paulo.

Superpopulação – um exemplo o metrô da Sé em São Paulo.

Nos últimos 10 anos desmatamos 13 milhões de hectares de florestas. Com o crescimento populacional e a expectativa de vida cada vez maior, fica claro que estes números negativos tendem a aumentar cada vez mais. Estamos em uma época que esta na “moda” se preocupar com o meio ambiente. Marketing verde, compensação ambiental, ser vegetariano, ir trabalhar de bicicleta, fazer compras no mercado com sacolas de papel…  Esses atos aumentam o conceito de qualquer cidadão e de muitas empresas, mostrando que estão todos preocupados com o ambiente em nossa volta e com o futuro do único planeta que podemos habitar. Será mesmo?!!

Marketing verde - cuidado.

Marketing verde – cuidado.

Já vemos que muitas grandes empresas poluidoras se preocupam com esse assunto, mas sem generalizar, a maioria na verdade adere a essa “onda verde” porque teve algum problema ambiental e para não ter mais prejuízos econômicos, sente-se pressionadas a investir em projetos ecológicos, como por exemplo, o de compensação ambiental. Muitas criam esses projetos para fazer bonito frente aos consumidores.

É uma pena, pois a situação só vai melhorar quando todos nós, empresas, governos e pessoas comuns sentirem que devemos fazer isso do fundo do coração e não porque mexeram no nosso bolso.

De qualquer forma segue a velha frase – PRESERVEM O MEIO AMBIENTE.

Aventure-se mais em ambientes naturais, saiba sobre nossos roteiros em: http://www.bioventura.com.br/roteiros.html

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Reportagem de bióloga do Bioventura sobre impacto ambiental

”Uma natureza pronta para impactos?”

         Sempre aconteceram impactos de proporções gigantescas na Terra, desde o período Jurássico, quando o planeta foi dominado por animais gigantescos de até 25 metros de comprimento e pesando de 30 a 40 toneladas, cuja pegada podia abrir um buraco de 1,50 m de diâmetro no solo. Assim a Terra recebeu seus primeiros impactos no ambiente, pois a existência de vida no planeta já causa impactos. Eles consumiam muitas folhas e respiravam grandes quantidades de oxigênio do planeta, até sua extinção repentina.
         Na região da Patagônia, as colônia de elefantes marinhos se aglomeram aos milhares nas praias durante a época reprodutiva, a fêmea atinge 3,5 metros de comprimento e o macho até 6,5 m, pesando até 5 toneladas. Ás vezes as colonias possuem mais de 20.000 individuos que ficam numa mesma praia por até 3 meses e depois vão embora. Dá mesma forma que os pinguins, que também reunem-se em colonias gigantescas para procriar.
          Diferente dos humanos, na vida animal existe em equilíbrio. Como os pássaros que comem as frutas das árvores, mas em troca, espalham suas sementes para germinarem outras árvores, que darão mais frutos, compensando as que foram comidas.
         Um formigueiro inteiro pode cortar até 1 tonelada de folhas e talos de plantas em um ano, mas nem por isso destroem uma floresta inteira, somente o que precisam para viver.
         O tamanduá pode comer até 30.000 cupins em uma única noite, mas nunca acaba com o cupinzeiro, sempre deixa parte dele vivo, assim o cupinzeiro pode se reerguer e garantir mais alimento para o tamanduá e seus descendentes no futuro.
        Os elefantes são tão grandes que por onde passam abrem clareiras pela mata, derrubando árvores gigantes, além disso comem 150 kg de vegetação por dia e bebem 150 litros de água. Mesmo sendo isto suficiente para desmatar o continente Africano, não desmata. E os elefantes vivem neste continente a milhares de anos.
        Até um vírus, quando causa uma epidemia, como ocorreu com o ebola, o H1N1 (gripe suína) e a peste negra, por exemplo, matam milhares de pessoas no inicio, mas depois, em dado momento, eles perdem força, como se soubessem que se matarem todas as pessoas acabariam também, pois precisam delas para viver e se reproduzir.
       Este instinto de preservação é um meio da natureza se defender dos impactos nela causados. E assim, como recompensa tem o prêmio de continuar existindo.

     Com a chegada do homem, causando impactos de forma tão desordenada e tão violenta. Surge a única espécie que não dá tempo para a regeneração da natureza. A descoberta do fogo, a Revolução Industrial, a invenção da televisão, a ida do homem a lua e desde então não parou mais, num sobreviver desenfreado que alguns chamam de modernidade, e que não mede esforços para ir adiante.

     Sem forças para continuar a natureza se entrega e acaba desmatada, perdendo cerca de 55% de sua cobertura vegetal, perdendo rios que são poluídos e animais que não tem mais para onde ir.

    A medicina e a tecnologia excessiva acabam se tornando uma falsa aliada, só trazendo mais problemas de sedentarismo e excedente populacional, que geram mais desequilíbrios, exclusivos da espécie Homo sapiens.

   Mas e quando a água acabar, a energia não chegar às casas e não existir uma única sombra no asfalto? O que fazer?

   Pode ser que a natureza se recupere, como sempre fez, pois ela sempre esteve pronta para grandes impactos, mas e nós? Será que sobreviveremos, sendo que nos transformamos nesta espécie tão frágil? 

texto por Lourdes Ventura, publicado na Revista Trilha Verde – abril/2010

Biólogos do Bioventura na equipe do programa “Aventura Selvagem” do SBT

Edson Silva e Lourdes Ventura fazem parte da equipe de produção do programa “Aventura Selvagem”, com Richard Rasmussen. O programa sobre aventura e natureza vai ao ar todo sábado, 22h no SBT. Não Perca.

Bioventura na TV Cultura